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| fotografia: pedro sousa | 24 dezembro 2025 |
«Areia e céu, mar e céu. (...) E luz? E o prodígio da luz?... A gente está tão afeita à luz que não repara nela e trata como uma coisa conhecida e velha este azul que nos envolve e penetra e que desaba em torrentes sobre as águas verdes desmaiadas e sobre as terras amarelas e vermelhas até ao cabo Espichel...»
Raul Brandão, Os Pescadores (1923), Estante Editora, Aveiro, 1989, p. 165.
MAR SONORO
Mar sonoro, mar sem fundo, mar sem fim,
A tua beleza aumenta quando estamos sós
E tão fundo intimamente a tua voz
Segue o mais secreto bailar do meu sonho,
Que momentos há em que eu suponho
Seres um milagre criado só para mim.
Sophia de Mello Breyner Andresen, Dia do Mar (1947), Poemas escolhidos, Círculo de Leitores, Lisboa, 1981, p. 8.

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