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| fotografia: 30 novembro 2008 |
UM HOMEM NA CIDADE
abriu a flor de Abril também
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| fotografia: 30 novembro 2008 |
UM HOMEM NA CIDADE

fotografia: filipe sousa | 22 setembro 2020
«Com Elisabeth muito encostada a si, no extremo da amurada, afastados dos outros passageiros, Juvenal recordava a noite já longínqua, fim de ano alegre em que ele viera para a baía, não banido, como agora, mas curioso de ver quanto fogo-de-artifício se queimava em honra de S. Silvestre.
Era velho costume da ilha saudar o ano nascente e fazer ao morto coruscantes funerais com uma festa pirotécnica. Antes mesmo de cair a meia-noite sobre o último santo do calendário, portas e janelas da cidade, fossem de vivendas modernas, de antigos e austeros palácios ou de pobres casebres, começavam a esparrinhar fogo na grande encosta, enchendo a escuridade de lumaréus, fogachos rabiantes, rútilas serpentinas, jactos de luz que se cruzavam, derramando estrelas e lágrimas, flamas de vida errante e efémera, dando sempre lugar a outras, a muitas outras, que se entrançavam com todas as cores do arco-íris e se perdiam num espectáculo demoníaco, fantasmagórico e inesquecível. Tudo ardia, tudo fulgurava; já não existia a noite; já não existia a terra; vivia-se num outro mundo, um mundo de fogo crepitante, que arremessava estilhaços de constelações e de astros, por entre os quais vagueavam serpentes vermelhas e caíam, lentamente, lentamente flores extravagantes, pétalas rubras, como se se estivessem a desfolhar os inesgotáveis jardins do céu. A noite era uma apoteose aos génios do mar. (...)
O «Guiné» afastava-se da baía do Funchal e, agora, abrangia-se melhor a encosta povoada de focos luminosos e cada vez mais fantástica na noite atlântica.»
Ferreira de Castro, Eternidade (1933), 15ª ed., Cavalo de Ferro, Amadora, 2020, pp. 266, 270.
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| fotografia: filipe sousa | 9 novembro 2019 |
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| fotografia: filipe sousa | 25 junho 2014 |
Eu
gosto muito de vinho
Não
o posso dispensar
Quando
estou de bebedeira
O
meu destino é cantar
Se
queres que eu cante bem
Dá-me
gotinhas de vinho
O
vinho é coisa santa
Faz
o cantar miudinho
És
filho da cepa
Neto
do velho cacho
Não
me subas à cabeça
Desce
por aqui abaixo.
Recitado por Joaquim Leandro Grosso (mestre Minuto).
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| fotografia: filipe sousa | dezembro 1993 |
««Chó, recruta, que fala o cabo. Mulas é preciso conhecê-las e saber levá-las aonde se quer. Há animal desses que se agarra a um arado que nem o boi mais valente. E para cavalgar no cascalho? E para acarretar esterco, lenha ou seja o que for?» Empinado sobre os companheiros, Três-Dezasseis conta que se não fossem as mulas nunca a gente de Álvaro poderia governar-se. «Sem as mulas, metade da minha terra andava com a outra metade às costas...Faço-me compreender?» Os recrutas aceitam, compreendem. Pelo que lhes chegara ao conhecimento do passado do cabo, Álvaro ficava nas voltas do penhascos da raia onde só as bestas de carga conseguiam chegar. Burros e mulas - as mulas, sobretudo, que são animais castigados e servo do pobre, embora rancorosos. Mas pode haver pior sorte do que ser criado do pobre? Haverá? Daí o ódio das mulas - destas da tropa ou de qualquer outro dono. Lá andam por Álvaro, coitadas; lá as vamos achar abrindo lume na rocha com os cravos das ferraduras, mergulhando em valados de tojo ou batendo trilhos de contrabandistas. E são bichos úteis, valiosíssimos, ainda que, como sabemos, alimentados de rancor.»
José Cardoso Pires, O hóspede de Job (1963), 2ª ed., Editora Arcádia, Lisboa, 1964, pp. 27-28.
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| fotografia: filipe sousa | 25 janeiro 2020 |
«Entretanto, D. Quixote solicitou a um lavrador seu vizinho, homem de bem - se é que este título pode ser dado a quem é pobre -, mas de pouco sal na moleirinha. Em resumo, tantas coisas lhe disse, tanto procurou convencê-lo e tais promessas lhe fez que o pobre aldeão decidiu ir com ele para lhe servir de escudeiro. Dizia-lhe, entre outras coisas, D. Quixote que ele acedesse a acompanhá-lo de boa vontade, porque nalguma ocasião lhe podia acontecer ser vencedor de uma aventura em que conquistasse, num abrir e fechar de olhos alguma ínsula e o nomeasse o governador dela. Com estas promessas e outras semelhantes, Sancho Pança, que assim se chamava esse lavrador, deixou a mulher e os filhos e comprometeu-se a servir como escudeiro o seu vizinho. Em seguida D. Quixote procurou arranjar dinheiro e, vendendo uma coisa e empenhando outra, e malbaratando todas, reuniu uma quantia considerável. Muniu-se também de uma rodela, que pediu emprestada a um amigo, e consertando o melhor que pôde a celada que se rompera, avisou o seu escudeiro Sancho Pança do dia e da hora em que tencionava pôr-se a caminho, para que ele se fornecesse do que considerasse mais necessário. Sobretudo, mandou-o levar alforges; e ele disse que os levaria e que também tencionava levar um burro que tinha, muito bom, porque não estava afeito a andar muito a pé. Quanto ao burro, D. Quixote meditou um pouco, para apurar se se lembrava de algum cavaleiro andante ter já trazido um escudeiro montado asnalmente; mas não lhe veio nenhum à memória; porém, apesar disto, resolveu que Sancho o levasse, com o propósito de o dotar de mais honrada cavalaria quando houvesse oportunidade para isso, tirando o cavalo ao primeiro cavaleiro não cumpridor dos preceitos de cavaleiro que viesse a encontrar.»
Miguel de Cervantes, O Engenhoso Fidalgo D. Quixote de la Mancha (El Ingenioso Hidalgo Don Quixote de la Mancha, 1605), trad. José Bento, Relógio d'Água Editores, 2005, parte I, cap. VII, p. 72.
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| fotografia: filipe Sousa | 12 março 2020 |
«Normalidade são armas e a América normal que realmente quer ser novamente grande. Depois há outra normalidade se a pele da pessoa é da cor errada e outra se tem instrução e outra ainda se acha que a instrução é lavagem ao cérebro e há uma América que acredita nas vacinas para as crianças e outra que diz que é uma vigarice e tudo aquilo em que uma normalidade é mentira para outra normalidade e todas elas estão na televisão conforme o sítio para onde se olha, de maneira que sim, é confuso. Estou a tentar a sério perceber qual dos istos é agora a América. Zap zap zap. Um homem com a cabeça num saco a ser morto por um homem de camisa despida. Um homem gordo de chapéu vermelho a berrar a homens e mulheres também gordos e também com chapéus vermelhos sobre a vitória, Temos pouca instrução e comemos de mais. Estamos cheio de orgulho por sabe-se lá que porra seja. Vamos às urgências de carro e mandamos a nossa Avozinha ir buscar as nossas armas e cigarros. Não precisamos da merda de aliados porque somos estúpidos e podem chupar nesta. Somos Beavis e Butt-Head sob esteroides. Bebemos Roundup pela lata. O nosso presidente parece um presunto de Natal e fala como Chucky. Somos a América, cabrão. Zap. Imigrantes a violarem todos os dias as nossas mulheres. Precisamos da Força Espacial por causa do Estado Islâmico Espacial. Zap. A normalidade é a Terra de Pernas para o Ar. (...)
Talvez, segundo a minha ínsula, seja assim que as coisas são nesta altura na América: que para alguns de nós o mundo tenha deixado de fazer sentido. Tudo pode acontecer. O aqui pode ser além, o então pode ser agora, o cimo pode ser o fundo e a verdade pode ser mentira. Está tudo a deslaçar e não há nada a que nos possamos agarrar. Rebentou tudo pelas costuras. Para alguns de nós, que começaram a ver aquilo que os outros são demasiado cegos para ver. Ou estão demasiado apostados em não ver. Para eles, é deixar andar, tudo como dantes, a Terra ainda é plana e ainda não há alterações climáticas. Lá em baixo na rua, há carros cheios de deixa-andares a circular, os peões deixa-andar vão para o trabalho, o fantasma de Woody Guthrie caminha pela sua fita de autoestrada a cantar esta terra foi feita para ti e para mim. Nem Woody ouviu as notícias do fim-do-mundo.»
Salman Rushdie, Quichotte, trad. J. Teixeira de Aguilar, Publicações Dom Quixote, Alfragide, 2019, pp. 177-178, 184-185.
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| fotografia: filipe sousa | outubro 2012 |
«Abre a romã, mostrando a rubicunda
Cor, com que tu, rubi, teu preço perdes;
Entre os braços do ulmeiro está a jucunda
Vide, c’uns cachos roxos e outros verdes;
E vós, se na vossa árvore fecunda,
Peras piramidais, viver quiserdes,
Entregai-vos o dano que cos bicos
Em vós fazem os pássaros inicos.»
Luís de Camões, Os Lusíadas,
canto IX, LIX, (1572), introdução, notas e vocabulário de António José Saraiva,
2ª ed., Livraria Figueirinhas, Porto, 1999, p. 380.
«A romãzeira está brava, assaltada por
legiões de formigas. Apesar disso, cabe-lhe a homenagem, porque, nesta
época do ano e nesta desolada terra, é a única exclamação da Natureza. Árvore
bravia, de sombra rendilhada, que já foi sumo e que hoje fica na flor: à volta
não vejo senão pedras e formigas, restos de comida e cães à espera dos donos. E
no meio, ela. Ela, enchendo a página, com um herbário escolar, com a folhagem
tatuada de injúrias (do Velho), caprichos de interrogações nas flores,
pontinhos a formigar. É um cântico de vermelho exposto ao sol outonal, esta
árvore, e sustenta nos braços cor de cobre toda uma abóbada de chagas em
alegria. Tem, para finalizar, a inestimável utilidade da beleza - coisa
importantíssima.»
«Estou nas traseiras da pensão e este é o quintal da
romãzeira selvagem com os exércitos de formigas que a cobrem e com toda a
poesia das suas chagas em flor.»
José Cardoso Pires, O Delfim (1968), 2ª edição booket, Publicações Dom Quixote, 2008, pp. 106, 161.
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| fotografia: filipe sousa | 22 setembro 2020 |
«Antes da guerra (o porto do
Funchal) via entrar, em média, 1419 navios por ano, correspondendo a 10.261.000
toneladas. O pavilhão inglês vinha em primeiro lugar com 558 navios e 5.730.000
toneladas, ou seja 56 p. 100 do movimento total. A Alemanha ocupava o segundo
lugar com 19 p. 100, Portugal o terceiro com 9 p. 100. (…) Funchal era o
segundo porto português com 35 p. 100 da tonelagem do conjunto dos portos do
continente e das ilhas, Madeira e Açores. Detinha três quartos da tonelagem dos
dois arquipélagos.
A guerra naturalmente veio
provocar uma crise profunda. Em 1946, o porto do Funchal apenas foi visitado
por 327 navios correspondendo a 1.466.000 toneladas, o que significa que o
movimento caiu a 23 por 100 quanto ao número de navios e a 13 p. 100 quanto à
tonelagem em relação ao período antes da guerra. (...)
Com a guerra, a economia da
Madeira sofreu muito devido ao encerramento de vários mercados de consumo dos
seus melhores produtos, tanto mais que esses mercados não se reabrem senão
muito lentamente. A exportação de vinhos e bordados não atinge o nível de antes
da guerra. Para outros produtos, como as bananas, Portugal tornou-se o único
comprador. (...) A produção de certos produtos agrícolas (primores, cebolas)
escoa-se para os mercados tradicionais da América e os bordados são vendidos
nos Estados Unidos e no Brasil. Todavia, a crise subsiste para o comércio dos
vinhos. No mundo conturbado do após-guerra, estes produtos de qualidade já não
têm o mesmo lugar que tinham.»
Orlando Ribeiro, A Ilha da Madeira até
meados do século XX - estudo geográfico (1949), 2ª ed., Instituto de
Cultura e Língua Portuguesa, Lisboa, 1985, pp. 128-129.
«Chovia
na Madeira. Às dez da manhã os corretores enxameavam a conhecida e acanhada
cidade. Tomava-se vinho generoso no Golden Gate, a chuva escorria dos barretes
fálicos pendurados à porta das lojas. Os cicerones usavam chapéu de palha e
fita azul, e perseguiam a gente através de todo o Funchal; não desanimavam um
segundo pelo facto de estar a chover. Falavam de luxe, de sex,
e de qualquer coisa relativa a dancing girls. Como a do senhor
Beverly Nichols, a sua indústria estribava-se na procura de paraísos
artificiais. Depressa, depressa, o desembarque é só por meia hora, o vigor da
mocidade não dura sempre, arranje outra rapariga antes que seja tarde: não foi
feliz com a que escolheu, experimente mais uma. As floristas vendiam violetas,
açucenas e rosas, debaixo de chuva, as carapuças fálicas pingavam, os cicerones
não compreendiam que se não quisesse uma mulher logo depois do primeiro almoço,
em dia pluvioso. Havia outras formas de matar o tempo: tomar vinho no Golden
Gate, voltar para bordo e ler Lady Eleanor Smith e o senhor
Beverly Nichols.
Entraram no navio mais dois passageiros, que tinham comprado bilhetes sem direito a acomodação: um moço artista e sua mulher, ambos alemães. Autorizaram-nos a dormir na enfermaria. Ele era forte e sardento e vestia casaco de bombazina; conhecera D. H. Lawrence em Taos e Mabel Dodge Luhan, o que lhe não fazia diferença nenhuma, pois não tencionava escrever a este respeito. Na enfermaria dispôs as suas telas, paisagens toscas, realistas, e caras tisnadas de mexicanos. Escurecia. Bebeu-se mau vinho da Madeira e o artista discorreu sobre desporto e beleza corporal; a mulher, pequenina, cheia de curvas, condescendente e simpática, estava enjoada e não abria a boca. O homem acreditava em Hitler e no Nacionalismo, apreciava o amor e a natação, assim como as pinturas de Orpen e De Laszlo, porém as de Munke já não o satisfaziam, não tinham alma, declarou, eram materialistas – mas não que ele descresse do Corpo, da Beleza corporal e do Amor físico. Agradava-lhe a ideia de ir também a África e ilustrar o livro que eu escrevesse. Um artista estava à vontade em toda a parte. Todavia, depois do jantar, mudou de opinião; e a sua companheira, suave e condescendente, que declarara «não se importar de ir a África», mudou também de parecer em seguida ao jantar. Era mau pintor, mas sem falsidade. Vivia de quase nada; cria em si e nas suas confusas ideias teutónicas.»
Graham Greene, Jornada sem mapas (Journey without maps, 1936), trad. Cabral do Nascimento, Editorial Minerva, Lisboa, 1964, pp. 22-24.
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| fotografia: filipe sousa | outubro 2005 |
«Os faróis são também um legado mediterrânico, que é preciso evitar entregar exclusivamente às autoridades administrativas, costeiras ou marítimas. São em geral classificados de acordo com a sua idade e a sua grandeza, com a maneira como são construídos e com os locais em que se situam: molhes, ilhéus, cabos, promontórios. Há também a considerar o modo como o mar os cerca, até que ponto estão isolados, quais as suas ligações com os portos mais próximos, se aspiram a tornar-se portos eles mesmos e, finalmente, para quem, na rota de que navio, lançam os seus feixes luminosos (diz-se, também, num registo sentimental, que a sua luz é pálida, intermitente, nostálgica, etc). Nem pensar em dissertar sobre as razões que levaram certos faroleiros a optar por viver na solidão, iluminando o mar. Aos faróis cabe um lugar respeitável nas cartas marítimas de grande formato, e também os náufragos os não omitem nas suas memórias: os mediterrâneos não brilham pela sua extrema gratidão, embora tanto prometam, e mais ainda quando exprimem os seus agradecimentos (note-se em sua defesa que eles mesmos acreditam em tais promessas no momento em que as fazem). Os faroleiros, que mais se aparentam a monges de antigos mosteiros que a marítimos, não esperam de parte alguma espécie de agradecimento. Às vezes é a eles que se dedica um quadro nas casas dos que perderam um parente próximo no mar: o ex-voto é uma fé popular e pagã, com santuários espalhados pelo Mediterrâneo.»
Predrag Matvejevitch, Breviário Mediterrânico (1987), trad. do francês Pedro Tamen, Quetzal Editores, Lisboa, 2019, p. 52.
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| fotografia: filipe sousa | 19 setembro 2020 |
Orlando Ribeiro, A Ilha da Madeira até meados do século XX - estudo geográfico (1949), 2ª ed., Instituto de Cultura e Língua Portuguesa, Lisboa, 1985, pp. 63-66.
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| fotografia: filipe sousa | 18 setembro 2020 |
«As concreções calcárias da Ponta de S. Lourenço mostram que existiu uma drenagem de certa importância em direcção ao Sul; porém, as cabeças dos barrancos foram decapitadas pela abrasão da costa setentrional. Observam-se ali arribas absolutamente verticais e até mesmo desaprumadas. Durante as tempestades, as vagas quebram-se com fragor contra esta muralha rochosa. (…) A aridez aparente da Ponta de S. Lourenço (…) deve-se menos à sua situação oriental do que ao seu fraco relevo. (...) Os exploradores abordaram a ilha pelo Leste, depois de terem dobrado a Ponta de S. Lourenço.»
Orlando Ribeiro, A Ilha da Madeira até meados do século XX - estudo geográfico (1949), 2ª ed., Instituto de Cultura e Língua Portuguesa, Lisboa, 1985, pp. 24, 46.
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| fotografia: filipe sousa | 15 setembro 2020 |
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| fotografia: filipe sousa | julho 2003 |
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| fotografia: filipe sousa | 11 março 2020 |
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| fotografia: filipe sousa | 8 janeiro 2020 |
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| fotografia: filipe sousa | 24 agosto 2020 |
| fotografia: filipe sousa | 24 agosto 2020 |
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| fotografia: filipe sousa: 18 outubro 2019 |