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| fotografia: filipe sousa | julho 2003 |
A primeira vez de Goethe em Veneza, neste dia 28 de Setembro, há 235 anos.
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| fotografia: filipe sousa | julho 2003 |
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| fotografia: filipe sousa | 23 setembro 2021 |
«A que velocidade, continuei eu, batendo as palmas, descerei o rápido Ródano, tendo o Vivarais à direita, e o Delfinado à esquerda, entrevendo apenas as antigas cidades de Vienne, Valence e Viviers. Que chama viva nas nossas lamparinas ao apanhar um cacho de uvas vermelhinhas de Hermitage e Côte rôti, enquanto passo disparado aos pés das videiras! e que fresco manancial no sangue! contemplar as margens aproximando-se e afastando-se, os castelos lendários, de onde cavaleiros corteses outrora libertaram os infelizes - e ver, vertiginosas, as rochas, as montanhas, as cataratas, e a Natureza cheia de pressa com todas as suas grandes obras em redor.»
Laurence Sterne, A Vida e Opiniões de Tristram Shandy (The Life and Opinions of Tristram Shandy, Gentleman, 1759 - 1767), trad. e not. Manuel Portela, Edições Antígona, Lisboa,1998, parte segunda, vol. VII, cap. XXIX, pp. 225-226.
| fotografia: filipe sousa | 20 setembro 2021 |
Paul Theroux, A Arte da Viagem (The Tao of Travel, 2011), trad. José António Freitas e Silva, Quetzal Editores, Lisboa, 2021, p. 21.
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| fotografia: filipe sousa | 20 setembro 2021 |
Antoine de Saint-Exupéry, Terre des Hommes (1939), Éditions Gallimard, 1979, pp. 55-56.
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| fotografia: filipe sousa | 6 setembro 2021 |
«Passaram sem pressas diante do Museo do Prado e do gradeamento do
Jardim Botânico antes de virarem à esquerda, subindo a ladeira da Claudio
Moyano, deixando para trás o tráfego ruidoso e a contaminação da praceta de
Atocha. O sol iluminava as barracas cinzentas e as bancas de livros escalonadas
rua acima.
Arturo Pérez-Reverte, O Cemitério dos Barcos sem Nome (La Carta Esférica, 2000), trad. Helena Pitta, Edições Asa, Porto, 2002, p. 59.
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| fotografia: filipe sousa | 7 setembro 2021 |
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| fotografia: filipe sousa | 9 setembro 2021 |
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| fotografia: filipe sousa | 6 setembro 2021 |
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| fotografia: filipe sousa | 14 abril 2019 |
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| fotografia: filipe sousa | 28 agosto 2021 |
É um ritual que procuro cumprir com a regularidade possível, após ter trocado o litoral pelo interior, completam-se trinta anos dentro de dias. Ontem, voltei a reviver o passado na Mata dos Medos, sobre a arriba fóssil da Costa da Caparica e, mais abaixo, a imensidão do areal que se estende da Cova do Vapor até perto do Cabo Espichel. Perdi a conta às vezes que atravessei este pinhal a caminho da praia ou percorri o trajecto Fonte da Telha-Lagoa da Albufeira-Fonte da Telha, à beira-mar, na maré-baixa. Desta vez não desci à praia, apesar do ar abafado e do mar flat, convidativo a banhos. Contentei-me com a vista deslumbrante e a companhia de Raul Brandão.
«Uma grande extensão de areal, só areia e mar, barcos como crescentes encalhados e alguns pescadores remendando as redes. Nem um penedo. Areia e céu, mar e céu. Dum lado o formidável paredão vermelho, a pique, desmaiando pouco a pouco, até entrar pelo mar dentro todo roxo, no cabo Espichel. Do outro o mar azul metendo-se, num jorro enorme, pela ampla barra de Lisboa, deslumbrante e majestosa. De onde isto é esplêndido é acolá do alto do convento dos Capuchos. Assombro de luz e cor. Amplidão. As casotas da Caparica aos pés, o mar ilimitado em frente, ao fundo e à direita a linha recortada da serra de Sintra com as casinhas de Cascais e Oeiras no primeiro plano esparsas num verdo-amarelado... E luz? E o prodígio da luz?... A gente está tão afeita à luz que não repara nela e trata como uma coisa conhecida e velha este azul que nos envolve e penetra e que desaba em torrentes sobre as águas verdes desmaiadas e sobre as terra amarelas e vermelhas até ao cabo Espichel... Mas fecho os olhos - abro os olhos... Imensa vida azul - jorros sobre jorros magnéticos. Todo o azul estremece e vem até mim em constante vibração. Quem sai da obscuridade para a luz é que repara e estaca de assombro diante deste ser, tão vivo que estonteia...»
Raul Brandão, Os Pescadores (1923), Estante Editora, Aveiro, 1989, pp. 164-165.
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| fotografia: filipe sousa | 29 julho 2021 |
O Novo Mundo às portas de Moura.
«Custa a acreditar que a piteira não viva aqui desde sempre, que tenha sido trazida de fora e aclimatada a estas latitudes: veio apenas há cinco séculos do Novo Mundo (...). Tomou raízes num solo magro que a sustém e que também ela retém, obstando ao seu esboroamento (...). Não sabemos o que é que, antes dela, impedia nas escarpas que os torrões de terra e os calhaus viessem por ali abaixo. É preciso ver brotar da piteira, nas hastes às vezes com vários metros de altura, as suas flores de corolas loiras que parecem cibórios, vê-la esgotar-se inteiramente nessa única floração e secar até à raiz, para compreender que é originária de climas mais cruéis que o do Mediterrâneo.»
Predrag Matvejevitch, Breviário Mediterrânico (1987), trad. do francês Pedro Tamen, Quetzal Editores, Lisboa, 2019, pp. 95-96.
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| fotografia: pedro sousa | 18 agosto 2020 |
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| fotografia: filipe sousa | 15 julho 2021 |
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| fotografia: filipe sousa | 13 julho 2021 |
| fotografia: filipe sousa | 7 julho 2021 |
| fotografia: filipe sousa | 6 julho 2021 |
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| fotografia: filipe sousa | 20 junho 2021 |
O VERÃO
| fotografia: filipe sousa | 8 março 2020 |
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| fotografia: filipe sousa | 12 junho 2021 |
| fotografia: filipe sousa | 7 janeiro 2020 |
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| fotografia: filipe sousa | outubro 2005 |
Para lá da espuma dos dias, fica a espuma essencial que nos mantém à tona, como a das águas turquesas de Palombaggia.
«Normalmente fala-se da espuma em termos gerais ou pedantes, a maioria das vezes a propósito das vagas e do vento. As analogias com a ligeireza ou a frivolidade, a facúndia ou a fecundidade, mais não são que comparações: não dizem o que é, de facto, a espuma. Raros são aqueles que pretendem saber o seu volume, a sua composição, se é salgada como o mar, porque é que este a rejeita com tanta obstinação para a praia, e em que quantidades. De resto, não se sabe bem se se pode falar de quantidades a propósito dela. Não esqueçamos também a diferença entre a espuma que flutua no mar e a que se depõe na praia: dificilmente se deixam dissociar, embora por vezes se excluam uma à outra. Ambas nos são familiares e cada uma tem o seu lugar. Não há espuma no mar Morto.»
Predrag Matvejevitch, Breviário Mediterrânico (1987), trad. do francês Pedro Tamen, Quetzal Editores, Lisboa, 2019, p. 44.
| fotografia: filipe sousa | 18 setembro 2020 |
Hoje celebra-se o Dia Internacional do Fascínio das Plantas. A condizer, fascinado me confesso pelas plantas resilientes da Ponta de São Lourenço e palavras sábias de Teofrasto.
As partes de uma planta
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| fotografia: filipe sousa | 24 agosto 2020 |
Temi o verão, o tempo. Aproximava-se.
| fotografia: filipe sousa | 27 abril 2020 |
São dessa Safo poetisa da paixão e da natureza, de que nos chegaram sobretudo registos mutilados, os três versos seguintes retirados do seu «O Pomar de Afrodite», bem à medida das fotografias, ou, pensando melhor, que as dispensam ou tornam acessórias, pois que «em nenhum autor grego encontramos uma alquimia tão milagrosa entre o som da poesia e a sugestão visual do respectivo significante» (Frederico Lourenço).
O pomar de Afrodite (fr.2 PLF)
(...)
| fotografia: filipe sousa | 25 janeiro 2020 |
É, por isso, a nossa escolha para assinalar o Dia Mundial da Terra.
«Nos nossos dias, é quase impossível encontrar um recanto da Terra onde a Natureza não tenha já sofrido com a presença do homem.
Muitos povos, transformando o coberto vegetal da biosfera, souberam criar paisagens de grande beleza onde se desenvolveram notáveis civilizações. Nessa paisagens mantêm-se a complexidade biológica indispensável à realização dos fenómenos e relações ecológicas que garantem a presença da Natureza. Uma gestão sábia dos recursos vivos assegura a manutenção da capacidade de regeneração dos mesmos e a fertilidade da terra, de que dependem a existência e o desenvolvimento das comunidades humanas.
Estão incluídos nestas paisagens os agro-sistemas tradicionais que, ainda hoje, ocupam grande parte do território português. Estes sistemas culturais, utilizando solos delgados, constituem uma herança valiosa que importa conservar e desenvolver. a sua estrutura ecológica e funcionamento equilibrado garantem o povoamento e a estabilidade do território bem como um quadro de significativa riqueza biológica.
O mundo moderno que considerou o universo como uma máquina sujeita, por isso, a uma ordem matemática e precisa, procurou dominar e reordenar a Natureza aplicando-lhe os princípios da mecânica. Nasceu, assim, a ideia de um progresso amoral e contínuo a que Darwin, sem o querer, reconhecendo a fatal sobrevivência dos mais fortes e aptos, veio dar alento com a sua teoria sobre a selecção natural.
Estava aberto o caminho para a concretização abusiva das ideias de Adam Smith: o mundo pertence aos mais aptos, isto é, àqueles e às gerações que melhor são capazes de proteger o seu interesse material.
Neste final do século XX, se olharmos para trás, podemos admirar as inúmeras conquistas da ciência, e o avanço da tecnologia, realizadas nos últimos séculos, em prol da humanidade. No entanto, não podemos deixar de verificar que, apesar do progresso, cresceram enormes barreiras, culturais, sociais e económicas, entre povos de diferentes regiões e camadas da população de um mesmo país. Milhões de seres humanos, pertencentes às sociedades consideradas desenvolvidas, têm uma eficaz assistência à saúde, é-lhes garantida uma certa segurança social, podem adquirir um elevado número de bens e enriquecerem-se culturalmente, enquanto muitos outros vegetam, sem dignidade, ao lado ou à distância da abundância, sem esperança de melhores dias, ou, mesmo, morrem de fome e subalimentação, como sucede, tragicamente, em tantas regiões da África, da América do Sul e da Índia.
Esta enorme desigualdade é, em grande parte, consequência da aplicação dum economicismo exacerbado, assente na rentabilização financeira, a curto prazo, dos investimentos.
A eliminação dos biótopos silvestres que permitem as mais variadas formas de vida, e que constituem a estrutura básica das paisagens tradicionais, diversificadas e equilibradas, também contribui para o processo de desertificação e despovoamento que se verifica em muitas regiões do globo terrestre.
A destruição sistemática da Natureza tanto se verifica nos chamados países desenvolvidos como nos de subdesenvolvimento crónico ou, ainda, nas regiões onde a espécie humana, devido a condicionalismos ecológicos, está sujeita a rigorosos limites demográficos. Neste caso, a devastação afecta muitos dos sistemas naturais indispensáveis ao equilíbrio ecológico do nosso planeta.
Os recursos naturais do Terceiro Mundo, facilmente exportáveis, são explorados até à exaustão, dando lugar a efémeras explorações extensivas, agrícolas ou de pecuária.
Em nome do progresso, assistimos na Europa à contaminação das paisagens tradicionais por produtos tóxicos industriais, que degradam a qualidade dos elementos essenciais à vida: o ar, a água e o solo vivo. Os sistemas agro-químicos de exploração da terra têm vindo, no Velho Continente, a provocar a destruição sistemática da variedade e do equilíbrio biológico e das estruturas ecológicas permanentes, que são factores indispensáveis à fertilidade e à riqueza genética do espaço rural.
O modelo de crescimento económico que tem sido seguido em Portugal necessita de um gasto excessivo de energia importada e promove a degradação da Natureza e a simplificação da paisagem.
O crescimento não se traduz, na maioria dos casos, por um desenvolvimento real da sociedade, mas sim pelo aumento do produto nacional bruto, o que só favorece alguns sectores privilegiados da economia e camadas minoritárias da população.
Na sequência do processo, o fundo de fertilidade dos melhores solos aráveis é destruído pelos sistemas agro-químicos, grandes consumidores de energia exterior. As terras menos férteis, onde foram instalados ecossistemas humanizados de significativa riqueza paisagística e biológica, tais como os «montados» e as «bouças», são sistematicamente ocupadas por extensos povoamentos industriais de eucalipto. Estes povoamentos, para além de degradação e provocarem a sua rápida mineralização e erosão, são a principal causa da desertificação e despovoamento do espaço rural, obrigando os camponeses a emigrarem dos campos para os subúrbios das cidades do litoral, onde os espera a marginalidade social e carências económicas e culturais de toda a ordem.
A simplificação das paisagens e a degradação da Natureza, fazendo crescer o afluxo da população rural aos grandes espaços urbanos, provoca o aumento das áreas «betonizadas», devido à construção de edifícios e de vias de circulação, e a «mineralização» dos solos suburbanos, devido à sua ocupação por barracas, resíduos e lixos ou por serem abandonados pela agricultura, em face da expectativa de valorização financeira que sempre atinge os terrenos situados na vizinhança dos centros urbanos. Neste último caso, a Natureza, antes mesmo de chegar o betão, degrada-se e morre porque a agricultura desapareceu.
O espaço urbano alarga-se, indiscriminadamente, à custa dos bens e do capital humano, produzidos e acumulados no sector rural e exportados para as grandes cidades.
As «barracas» miseráveis, alternando com os grandes blocos, «colmeias» de habitações exíguas, alastram por todo o lado como mancha de óleo vazada em tampo de vidro. As ribeiras, as matas e sebes vivas, as hortas são destruídas pelas construções e infra-estruturas. A agricultura e a Natureza são obrigadas a afastarem-se para áreas cada vez mais longínquas onde ainda se faça sentir a valorização especulativa dos terrenos urbanizáveis.
A «mineralização» dos solos das cidades, ainda libertos de construções, pelo excessivo calcamento e deposição de resíduos, e a dos solos agrícolas, devido à «eucaliptização» e agro-química, é um dos aspectos mais graves que afecta, em Portugal, a Natureza.
A imposição do betão no espaço rural, substituindo a pedra dos muros e das casas, a madeira e o granita dos esteios das vinhas, a margem natural das linhas de água, também concorre para a degradação da Natureza, e empobrecimento cultural dos povos. O regime hídrico é alterado com a retirada das areias dos rios para fabrico do betão, com graves prejuízos para os ecossistemas fluviais.
A poluição dos rios, provocada por uma industrialização selvagem, constitui em Portugal um problema ambiental de extrema gravidade, dada a sua repercussão nos sistemas fluviais e estuarinos das bacias hidrográficas e na própria costa.
O futuro dos nossos filhos obriga-nos a defender a paisagem e a procurar aumentar a sua capacidade para a vida em todo o território nacional. Só assim será possível criar as condições que permitem aumentar o bem-estar das populações, quer no espaço rural quer no urbano, e recriar uma paisagem onde a Natureza tenha os eu lugar primordial.
A paisagem do futuro deverá assentar: na produção de bens; na permanência da fertilidade; na preservação da variedade genética e da vida silvestre; na manutenção dos processos ecológicos essenciais à vida, que incluem a manutenção da capacidade de regeneração dos recursos vivos; na conservação da multiplicidade de formas da Natureza.
Esta paisagem deve possuir os atributos do Jardim do Paraíso concebido para o homem.
Na realidade, o Éden é, desde a mais remota Antiguidade, o protótipo ideal da felicidade e plena realização da humanidade. Lugar onde a Natureza, percorrida por águas livres e sussurrantes, adquire, por um lado, a máxima expressão de espiritualidade, beleza, equilíbrio e variedade de formas e, por outro, produz os bens materiais necessários à existência da espécie humana. Compete-nos realizá-lo.
O livro Salvemos a Terra é um valioso contributo para abrir o caminho do futuro, não só porque é um alerta, em face da catástrofe ecológica de que o mundo começa a ter consciência, como também é um instrumento eficaz de informação e de educação para que seja possível uma sociedade mais justa e uma terra onde a Natureza seja amada, respeitada e sabiamente gerida.
Lisboa, 9 de Abril de 1991
Gonçalo Ribeiro Telles
Arquitecto paisagista; engenheiro-agrónomo; professor catedrático da Universidade de Évora; presidente do conselho do Departamento de Planeamento Biofísico e Paisagístico da UE; professor coordenador da Secção Autónoma de Arquitectura Paisagista do Instituto Superior de Agronomia da UTL; ex-secretário de Estado do Ambiente, ex-ministro de Estado e da Qualidade de Vida.»
in Jonathon Porritt, Salvemos a Terra (Save The Earth, 1991), trad. Wanda Viegas, Maria Leonor Cecílio, Livraria Civilização Editora, 1992, pp. 10-13.